Samar - Soluções Ambientais de Araçatuba

Água

Mananciais

Ribeirão Baguaçu

O ribeirão Baguaçu nasce na divisa dos municípios de  Braúna com Coroados (em uma pequena mina de rochas) e deságua no rio Tietê. Ele percorre as cidades de Braúna, Bilac e Birigui, até chegar a Araçatuba. O nome é uma variação da palavra babaçu, que em tupi significa fruto grande. Babaçu ou baguaçu também é o nome de uma palmeira nativa do sertão brasileiro.

O Baguaçu abastece 70% da cidade de Araçatuba. O volume de água captado do ribeirão equivale a aproximadamente 35% de sua capacidade. A captação da água é feita na sede da SAMAR (Soluções Ambientais de Araçatuba), que fica numa região onde o ribeirão faz uma grande curva. Depois de captada, a água é bombeada para duas Estações de Tratamento de Água (ETA 1 e ETA 2), onde recebe tratamento antes de ser distribuída para os reservatórios que estão situados em vários bairros da cidade.

Aquífero Guarani

Atualmente, 30% da água consumida pela população de Araçatuba é captada diretamente de dois poços profundos, que pertencem ao Aquífero Guarani, o maior reservatório subterrâneo de água doce do mundo.

Os poços possuem aproximadamente 1.300 metros de profundidade e as águas são captadas a 500 metros, mas são resfriadas antes de sua distribuição e consumo.  As águas captadas desses poços profundos são próprias para o consumo humano, por que são cristalinas.

O poço localizado no Jardim Ipanema, está em funcionamento desde 1994 e abastece 25% da cidade. Antes da distribuição para a população suas águas recebem cloro e flúor.  A vazão é de 450 metros cúbicos por hora, ou 450 mil litros por hora. Como o poço funciona 23 horas por dia, a produção é de 10 milhões e 350 mil litros diários, (mais de 300 milhões de litros por mês) que abastecem 23 bairros da zona norte de Araçatuba.

O poço localizado no Jardim Juçara, em funcionamento desde 2000, recebe apenas cloro, já que suas águas possuem flúor naturalmente e atende 5% da população local. A produção é de 180 mil metros cúbicos de água, ou 180 milhões de litros por mês.

Rio Tietê

Sete meses após assumir os serviços de água e esgoto de Araçatuba, a SAMAR inaugurou a terceira Estação de Tratamento de Água do município, a ETA-Tietê -José Marques Lopes -, incluindo Araçatuba em um ranking inédito: a primeira cidade não ribeirinha a captar água do rio Tietê para abastecimento público.

A SAMAR investiu cerca de R$ 5 milhões na estação que capta e bombeia águas do rio, com produção inicial de cinco milhões de litros de água por dia. Este volume complementa o abastecimento da zona norte da cidade e abrange 32 bairros da cidade, atendidos até então por poço profundo. Após as obras de extensão de redes, a nova estação terá capacidade para operar até 24 milhões de litros de água por dia, atendendo boa parte da cidade.

A ETA-Tietê é composta por três etapas: adutora de 15 km de extensão, estação de captação e bombeamento de água e estação de tratamento, localizada na Avenida Prestes Maia, no bairro Ipanema. Em setembro de 2002, a Construtora OAS deu início ao projeto que foi divido em três fases. A primeira etapa contemplou a construção da adutora que liga às margens do rio Tietê à Estação de Tratamento de Água. A segunda fase foi finalizada em 2005, com a conclusão do canal de adução, instalado dentro da represa, e casa de bombas, a 11 metros abaixo do nível do solo.

Sobre o Rio Tietê

O Tietê nasce em Salesópolis, na Serra do Mar, e deságua no rio Paraná, na divisa com o Mato Grosso do Sul. Nesse trajeto, banha 62 municípios ribeirinhos em seis sub-bacias hidrográficas: Alto Tietê (onde fica a região metropolitana de São Paulo), Piracicaba, Sorocaba/Médio Tietê, Tietê/Jacaré, Tietê/Batalha e Baixo Tietê — onde está localizada a região de Araçatuba.

Segundo dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), a água do Tietê que banha a região de Araçatuba é a mais limpa de todo o rio, que praticamente corta o Estado de São Paulo e não possui restrições de qualidade que justifiquem qualquer preocupação quanto a sua utilização como manancial de abastecimento público, após o tratamento convencional. Isso ocorre pela autodepuração do rio num trecho com mais de 500 km de extensão e, principalmente, às significativas diluições após o recebimento de vários efluentes ao longo desse trecho. Análises laboratoriais evidenciam a excelente qualidade da água utilizada para o abastecimento de Araçatuba.